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Justiça italiana mantém deputada Carla Zambelli em prisão preventiva

Justiça italiana mantém deputada Carla Zambelli em prisão preventiva

O Tribunal de Apelação de Roma negou o pedido para que a deputada federal

O Tribunal de Apelação de Roma negou o pedido para que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) cumprisse prisão domiciliar, mantendo-a em detenção cautelar. A decisão, proferida na última sexta-feira (15), considerou a documentação apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU), que confirmou a legalidade da prisão para fins de extradição.

O tribunal italiano determinou a realização de uma perícia médica para avaliar o estado de saúde da parlamentar. O laudo será analisado em uma nova audiência na próxima quarta-feira (27), quando poderá ser autorizada a transferência de Zambelli para o regime domiciliar, caso seja comprovada a necessidade por razões médicas.

A defesa de Zambelli informou que a deputada iniciou uma greve de fome e passou mal durante uma audiência de extradição na semana passada. Os advogados questionaram a prisão preventiva alegando condições de saúde inadequadas na prisão italiana, a suposta invalidade do mandado de prisão internacional e a ausência de um pedido formal de extradição.

Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão e à perda do mandato.[8][9] Ela é acusada de participar de um ataque hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) junto com Walter Delgatti Neto, que também foi condenado.

Após a condenação, a deputada saiu do Brasil e permaneceu foragida por dois meses, passando pelos Estados Unidos e depois pela Itália, onde foi presa pela polícia local em 29 de julho. Especialistas estimam que o processo de extradição de Zambelli para o Brasil possa levar de um ano e meio a dois anos.

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